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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

F - Final

Ultimamente todo mundo só pensa nessa palavra. Final, final, final. Acabam as aulas, acaba o ano, acaba o trabalho... pra alguns, né? Chegar ao final muitas vezes é compensador, como quem chega ao final de um projeto extenso, ou para quem vence a final do campeonato. O final de um momento feliz pode trazer um sentimento de perda, aquela sensação de que nunca mais se terá algo tão bom novamente. Mas o sentido de 'final' que ocupa a minha mente nos últimos dias não é bem esse.
Final: prova de recuperação anual da Universidade Federal do Paraná. Aquela que em todo o Brasil se chama EXAME, mas aqui é final mesmo. Talvez pra fazer aquele trocadilho besta de que só é campeão quem vai até a final. Vai nessa...
Enfim, peguei uma final que será realizada em janeiro. Tive que remarcar passagem, reprogramar as minhas férias e estou neste momento bastante ocupada com a matéria de obrigações e contratos pra estudar. É, parece que tenho mais o que fazer do que ficar postando aqui, né?

PS: Existe algum outro lugar em que chamam exame de final? Se souber, avise nos comentários! ;)

sábado, 17 de setembro de 2011

F - Filho da...

Quem nunca ouviu uma história de um mau profissional? Ou melhor, quem nunca ouviu pelo menos umas cinquenta histórias sobre maus profissionais, especialmente os da sua área? Toda classe profissional tem seus exemplares picaretas, mas não conheço nenhuma profissão com reputação tão manchada como a dos advogados (político não é profissão, tá?) - palavra de quem pretende seguir carreira na profissão, eu acho.
Filho da...: profissional que se aproveita da relação de confiança e do privilégio de informações que possui sobre o cliente para mentir, enganar e extorquir.
Acompanhem meu raciocínio: se eu vou ao médico, eu preciso que ele me ajude com seus conhecimentos médicos a obter a cura de alguma moléstia através de um tratamento indicado por ele. Eu não vou fiscalizar se aquele tratamento é adequado ou se o diagnóstico está correto porque, bem... eu não sou médica. Aliás, é justamente por isso que eu vou ao médico. Eu confio que ele fará bom uso do conhecimento que possui para o meu benefício.

Da mesma forma, quem procura um advogado procura a solução para um problema jurídico que ele não pode resolver sozinho. Ele confia no conhecimento privilegiado do advogado para entregar em suas mãos o seu problema. Quem não consegue confiar no profissional que contrata, deve procurar outro profissional. A relação de confiança é a chave para que o advogado possa defender os interesses do cliente.

Agora vejam só... O advogado tem uma cliente muito pobre com uma única ação no Juizado Especial Cível. O advogado pede justiça gratuita desde a petição inicial, ficando sua cliente isenta das custas judiciais. Algum tempo após a conciliação, a cliente aparece no fórum com os papéis que tem guardado para tirar uma dúvida. Um dos papéis é a sentença que reafirma o benefício da justiça gratuita; o outro, um recibo do advogado - daqueles que a gente compra em bloco na papelaria - de R$ 740,00 referentes a custas judiciais. Ela não sabia que existia justiça gratuita, muito menos que o advogado pedira e conseguira o benefício para ela.

É ou não é um filhadaputa?

Cês me desculpem o palavrão
Eu bem que tentei evitar
Mas não achei outra definição
Que pudesse explicar
Com tanta clareza
Aquilo tudo que a gente sente
A terra é uma beleza
O que estraga é essa gente
  
PS¹: Aos bons profissionais, sejam advogados, magistrados, promotores, médicos, administrdores, professores ou garotos de programadores cientistas da computação, meus sinceros e elevados protestos de estima e apreço.
PS²: Eu conheço muitos bons advogados. Em maior número do que os acima retratados. Mas é que estes me tiram do sério...
PS³: Em casos como esse, cabe indenização pelo ressarcimento do pagamento indevido com correção e processo ético-disciplinar contra o adevogado na seccional da OAB.

sexta-feira, 11 de março de 2011

F - Fé

Não é boa fé, má fé, fé pública. O verbete de hoje é fé. Porque não se faz um jurista sem um bocado de fé.
Fé: convicção de que algo é verdade, mesmo que não se possa provar.
Não venha me dizer que onde não há prova, não há fato. Não seja cético. O Direito é uma questão de fé. O jurista que não acredita nesse absurdo que é o Direito, não passa de um perdido. Falta a vocação. Tem que acreditar. Acreditar que não temos outro meio humano melhor que este para buscar a justiça. E que o Direito, de fato, faz alguma justiça.

E afinal, como o Direito faz alguma coisa se não for pelas pessoas? Como as pessoas farão alguma coisa, se não creem que o fazem por um bom motivo, ou melhor, que atingirão esse motivo-objetivo? Como alguém pode alcançar a justiça se não acredita que ela seja possível.

Direito não é uma equação matemática, lógica, computadorizada. Não é pra qualquer um. Tem que ter vocação. Amor. Fé. Tem que seguir com o coração e ter a certeza, ou pelo menos a intuição, de que você está fazendo a coisa certa. Mais do que isso, de que você é a pessoa certa, e de forma alguma poderia estar fazendo outra coisa senão esta, sendo tão feliz desse jeito. Isso é trabalhar com o coração.